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poesia + poesía

Novas Fronteiras

ENTREM NO CHAT, AGORA< /p>

Coordenação: Andréa Catropa, Erica Zingano e Renan Nuernberger

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CHAT ABERTO: dia 12 de setembro, sábado

Horário GMT: 19h (duração de 1hora)

Algumas conversões: 13h em Guatemala City, 16h em Buenos Aires e Brasília; 20h em Lisboa e Luanda, 23h em Berlim, 3h em Tóquio

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Nossos elementos se preparam para a Grande Farsa, logo mais. Ajeitam o figurino, aquecem a voz, decoram as falas. O Diretor pediu que, como exercício, pensassem nas seguintes considerações: “É difícil ‘se explicar’ – uma entrevista, um diálogo, uma conversa. A maior parte do tempo, quando me colocam uma questão, mesmo que ela me interesse, percebo que não tenho nada a dizer. As questões são fabricadas, como outra coisa qualquer. Se não deixam que você fabrique suas questões, com elementos vindos de toda parte, de qualquer lugar, se as colocam a você, não tem muito o que dizer. A arte de construir um problema é muito importante: inventa-se um problema, uma posição de problema, antes de se encontrar a solução. Nada disso acontece em uma entrevista, em uma conversa, em uma discussão.” (Gilles Deleuze e Claire Parnet, “Uma conversa, o que é, para que serve?”, Diálogos.) Eles não entendem, mas como bons atores, incorporam as colocações deleuzianas as suas atitudes, cada qual a seu modo.

ELEMENTO 1 (cor #00008B)

ELEMENTO 2 (cor #FF0000)

ELEMENTO 3 (cor #008B00)


Esta farsa é composta por três personagens ou três elementos. Químicos, constituem um composto variável de caráter alquímico. Procurados, são como os Irmãos Metralha: três mosqueteiros às avessas. Inevitavelmente, evocam as três pontas de um triângulo (eqüilátero?). Ou a Santíssima Trindade. Geometria, religião e magia – o caminhar guiado pelo mapa das estrelas dos Três Reis Magos. Mas este é um pequeno prólogo farsesco, ou seja, quase nada conta dos tais elementos, disfarçados de parca totalidade. Eles tentam caprichar, emendar as pontas mal coladas, tornar mais retilíneo o traço. É ainda preciso que se diga: os três elementos usam gravatas coloridas, para se diferenciarem no negrume dos ternos, figurinos desta farsa. Além da gravata, o primeiro usa chapéu, seguindo o espírito da moda, “contemporâneo de si mesmo”, como não deixaria de ser; o segundo usa óculos de armação leve, praticamente rarefeita e o terceiro não usa chapéu ou óculos: a sua máscara não lhe protege o rosto. Evoca o soco como saco de areia. Todos eles têm trinta e três anos. ATO 01 Os três elementos entram em cena e tomam seus lugares. Cada um, a sua maneira, se apresenta: o primeiro tira o chapéu, assoviando; o segundo, variando as expressões, faz de tudo para parecer espontâneo; o terceiro provoca os espectadores-leitores, passantes do mundo virtual, repetindo, na cadência dos tercetos, um trocadilho-palíndromo: olá-alô-olá! Devidamente incomodado, o público não sabe se deve dizer boa noite ou bom-dia. Do lado de cá, isso pouco importa. Todos os tempos do mundo convergem. MAS VOCÊ, VOCÊ MESMO, QUE CARREGA COMO CAUDA UM TRAÇO VERMELHO DE COMETA, PENSA EM FORMAS MAIS CONTUNDENTES DE INTERAÇÃO. VOCÊ ESTÁ DECEPCIONADO, NÃO IMPORTA SE É NOITE OU DIA. VOCÊ ESPERAVA ALGO MAIS E SE PERGUNTA: COMO LANÇAR NESTA FARSA ALGUNS TOMATES IMATERIAIS? Eu, o mediador (cor #6A5ACD), intervenho, tentando apaziguar o crescente desinteresse do público, me esforçando para justificar o seu ingresso neste teatro.

Mediador (largo sorriso e olhos brilhantes): – É com grande prazer que iniciamos nossa Grande Farsa! Nossos elementos, tão elegantes, estão na arena. Que venga el toro, ou coisa que o valha. Eles estão prontos para debater a poesia, contemporânea, antiga, irlandesa do século XVIII…Miudezas ou generalidades. Sim, faça sua pergunta, madame. E o garotinho, que nos espia por baixo da pala do boné: aproxime-se, não há perigo. Nossos prodígios estão aqui para entretê-los! Estão tímidos, sem jeito de começar o debate? Por favor, senhor, o senhor mesmo que está logo aqui embaixo. Tire das minhas mãos um desses papéis dobrados.

TIREI... E? .

E O TEMA SORTEADO É...VELOCIDADE.

velocidade: (datação 1619 cf. FlobCort) Etimologia: lat. velocìtas,átis 'velocidade, rapidez; rápida maturação dos frutos; estilo rápido'; ver veloci- Sinônimos: aceleração, aceleramento, agilidade, atividade, brevidade, celeridade, fugacidade, ligeireza, ligeirice, pressa, presteza, prontidão, rapidez, rapidez angular, taxa angular “Café com pão Café com pão Café com pão Virge maria que foi isso maquinista?” Manuel Bandeira

CORONEL MOSTARDA: – Se estamos todos submersos num caldo vital nutrido, sobretudo, pela velocidade, pelo consumo e pela informação desenfreada, isso implica em um novo modelo de leitura e apreensão da obra de arte? Quais os impactos disso tudo na própria conformação técnica da arte?

ELEMENTO 1: – É, de fato, a questão da velocidade não é nova, porque, ao mesmo tempo em que atualiza sua antinomia (a ideia de lentidão), sabemos que ela se conecta ao imaginário industrial moderno, à velocidade de feitura, daí a ideia da técnica como uma superação de um saber antes construído pela manufatura e artesania. A dinâmica da rede, como uma imagem do tempo contemporâneo, é a da velocidade, do consumo, da propagação, da informação, da novidade por ela mesma, e é claro que isso impõe um novo ritmo no quotidiano.

ELEMENTO 2: – A mim interessa especialmente a forma como a velocidade se entranha no corpo, e como a somatizamos, transformando-a em ansiedade, nervosismo, estafa e todo o resto. Isso contribui para que criemos novos agenciamentos do (nosso) próprio tempo corpóreo...

ELEMENTO 3: – Ítalo Calvino já observava a questão da velocidade no Cândido, de Voltaire (In: Por que ler os clássicos?). Ironia ou não, o tempo deste último, iluminista, é aquele que faz um esforço para acumular e armazenar, compactar a informação nas ENCICLOPÉDIAS, porque é no século XVII que os franceses fazem um primeiro esforço de ordenar o mundo pela classificação. E essa é uma das questões do nosso tempo, via Derrida (In: Mal de arquivo, http://www.studium.iar.unicamp.br/11/7.html?studium=3.html), porque o nosso século, da velocidade, reiterada logo na sua origem pelo deslumbre FUTURISTA, na virada vanguardista, é o do acúmulo de informação… Só que o nosso problema é pensar o que fazer com tanta informação?

MEDIADOR: – E então, o que pensam nossos espectadores? O que fazer? O que acha a bela moça, que nos olha indiferente? Devemos destruir de novo a biblioteca da Alexandria ou aceitarmos que vamos reaprender a manipular a informação nessa nova rede-babel, simbolizada muito bem pelo WIKIPEDIA?

http://writing.upenn.edu/library/Mallarme-Stephen_Coup_1914.pdf), parte do paideuma concreto, foi digitalizado em edição fac-símile e pode ser acessado por qualquer pessoa em qualquer lugar. Além disso, temos acesso a maioria dos jornais impressos do mundo, das programações dos principais museus, e achar livros difíceis não é mais uma desafio quando contamos com sites como a amazon.com (http://www.amazon.com/) ou mesmo a estante virtual (http://www.estantevirtual.com.br/)…

MEDIADOR: – Como as novas criações irão se comportar ou já se comportam diante disso, no século XX que foi o da paráfrase, o da intertextualidade, o do plágio, o do palimpsesto, o do roubo, o do copista, o do repetidor – o século do original versus a cópia? Porque a perda da aura de Benjamin é isso, uma percepção de que os tempos são outros e, necessariamente comportarão em escala cada vez maior a cópia, a reprodução em série…

ELEMENTO 3: – De certa forma, a crítica contemporânea de poesia tem pensando nessas questões como motores para entender a poesia do nosso tempo. Um exemplo é a portuguesa Rosa Maria Martelo, que lê a poesia dos portugueses Al Berto e Herberto Helder na chave da velocidade (http://web.letras.up.pt/ilc/i_info_texts_on_line_Corpo_veloc.htm): o fio não é apenas o contexto de produção do textos, mas o movimento que esses textos produzem internamente… A ideia de arquivo também envolve a forma de como organizamos o conhecimento, e é interessante pensar na forma que as CURADORIAS das exposições de artes plásticas ou mesmo as antologias poéticas têm se construído em torno de determinadas temáticas: a crise das classificações, dos gêneros. EM QUAL GAVETA EU ARQUIVO ISSO, se a maioria dos trabalhos extrapola as definições rígidas das formas fixas, adentrando em ZONAS FRONTEIRIÇAS?

MEDIADOR: – ELEMENTO 2, você, entusiasta das novas tecnologias, não gostaria de se manifestar sobre o tema em questão?

ELEMENTO 3: [Tenta roubar a cena, movimentando-se no espaço que lhe cabe. Ensaia um gesto performático, mas pára. Não sabe se sua tentativa de lançar o próprio corpo no jogo é desejável. Uma sombra de autocrítica lhe tinge os olhos: perscruta o público e o próprio umbigo. Neste momento está entediado, ou é entediante?]

ELEMENTO 2: – [Percebe a hesitação do 3, e discretamente toma a palavra. Será que a sua fala burocrática privou a humanidade de um momento genial? Ele duvida.] Estou com o ELEMENTO 1, velocidades: um problema novo-velho. Mas trocando de marcha, pensemos outro: o espaço da poesia escrita em uma sociedade evidentemente imagética e de preferência dinâmica: velocidade do vídeo. Como divulgar poesia nestes meios? O bocejo dos adolescentes ao leve toque da palavra “poesia”. Sim, a ideia geral de poesia é ainda aquela do sarau do século 19, piano e emoção das boas moças de família (basta assistir a qualquer novela do Manoel Carlos – um poeta, diga-se de passagem – para encontrar este ambiente de salão, requinte da high society carioca). Mas eu estou fugindo rapidamente da questão. Ou nem tanto. O elemento 1 historiciza o conceito de velocidade (identificando com o “imaginário industrial moderno”) e o ELEMENTO 2 aponta as alterações na velocidade do próprio corpo que este novo tempo acarreta. Não se pode ignorar, contudo, o quanto este mundo acelerado dificulta a meditação cumulativa sobre si mesmo e sobre o mundo – em oposição à vida contemplativa cultivada no século 18 (ainda que privilégio de classe). Deste modo, as possibilidades de acesso à informação tornam-se predominantemente rasas e pragmáticas – ler bastante e sobre vários assuntos, ensinam nas escolas, é um diferencial no concorrido mercado de trabalho. mediador: – O abismo complexo entre a utópica ENCICLOPÉDIA e a entrópica WIKIPÉDIA?

ELEMENTO 1: – Isso me remete à dupla relação com a modernidade, diagnosticada por Hugo Friedrich na poesia francesa do século 19, principalmente Baudelaire, Rimbaud e Mallarmé (In: Estrutura da lírica moderna). Outro que acentuou este aspecto do século retrasado foi Marshall Berman em Tudo o que é sólido desmancha no ar: “Nossos pensadores do século XIX eram simultaneamente entusiastas e inimigos da vida moderna, lutando desesperados contra suas ambigüidades e contradições (…). Seus sucessores do século XX resvalaram para longe, na direção de rígidas polarizações e totalizações achatadas”.

ELEMENTO 2: – De fato, como resgatar a dupla relação depois do uso ideológico da modernidade e dos efeitos bárbaros de destruição que este uso possibilitou, depois do achatamento da cultura pela mass media, do esvaziamento do cotidiano e da divisão restritiva dos grupos sociais em “tribos” (na verdade, nichos de mercado)? Ainda há espaço social real (o virtual sofre pelos sintomas do real – os sucessos do YOUTUBE não me deixam mentir) para intervenções artísticas?

ELEMENTO 3: – [Esquece de suas pretensões artístico-performáticas, e entra na roda] Nem a negação da internet, de suas possibilidades de criação, de crítica e expansão; nem sua exaltação ingênua, ignorando que depois de décadas de massificação, a sensibilidade estética média só reproduz os sucessos da TV e dos blockbusters seria uma resposta adequada para as questões que vocês estão levantando. Até porque as novas mídias (recentíssimas) trazem outro desdobramento: a incorporação de distintas técnicas na confecção de poemas – clip-poemas, sobreposição de vozes em audio-poemas, poemas declamados em vídeos experimentais, poemas em flash, poemas que se aproveitam da estrutura de um blog ou site, poemas que não caberiam de forma alguma no papel, poemas que não querem mais a página do livro, poemas etc. Necessidade estética? O que é novo, afinal? Será o novo esteticamente necessário (Leminski escreveu que o novo substituiu o belo na arte – mas se “nada de novo sobre o sol”?) .

MEDIADOR [pigarreando de forma sutil, uh-rum]: – É caríssimos leitores-espectadores, nossa FARSA em curso esquenta os tamborins, com vontade de samba ao final, mas ainda não, ainda não… Vamos ao intervalo e voltamos dentro de instantes!!!

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E já estamos novamente de volta à nossa FARSA… Iniciamos esta parte com a solicitação de uma leitora-espectadora. Por favor, Dona Violeta:

DONA VIOLETA: – Será que poderíamos voltar àquela questão, trazida pelo ELEMENTO 3 no 1º ATO, com relação à feitura da poesia e as implicações dos novos meios?

ELEMENTO 3: – De uma máquina de escrever a um computador deúltima geração passaram-se quase 50 anos! Esses dois “instrumentos”, que fundamentalmente são os mesmos, servem para escrever, mas se diferenciam pelas possibilidades que propõem. O computador, ainda tão desconhecido de recursos, pode sim mudar nossa dinâmica de leitura, abrindo espaço para o fragmentário, quando pensamos na dinâmica dos hiper-links, uma infinidades de frases-soltas, sempre levando para outros novos lugares: um grande labirinto de textos. Além disso, a máquina tecnológica não só modifica nossa forma de realizar/experienciar a leitura como também modifica nossa relação corporal (física) com sua estrutura, porque esse novo “instrumento” marca profundamente o corpo… Vocês já manusearam algum computador Macintosh? Ele foi concebido para ser um Macintouch, já que a superfície acetinada do material que o compõe é especialmente pensada para o contato do corpo com a máquina acontecer de forma sutil e agradável…

ELEMENTO 1: – Quem precisa tocar humanos? É só tocar o Macintouch: é limpo, é branco, é higiênico, é asséptico, é saudável, não é contagioso. Macintouch, sua máquina de contato com o mundo… É virtual, mas também é real, é Macintouch!

ELEMENTO 2: – É verdade, mas ainda hoje diversos escritores afirmam escrever primeiramente com papel e caneta (os rústicos instrumentos de escrita). Principalmente poetas, estes anacrônicos! Quanto papel desperdiçado em rascunhos! Não seria melhor preparar os textos direto no computador – só consumindo virtualmente leves kbytes? Macintouch e voltamos ao corpo e… a superfície, a superfície gostosa de se tocar (estou teclando com enorme gozo meu MacBook…) mas sem o fundo – e neste caso o fundo é mesmo físico: não é possível penetrar num Mac nem exigir que este penetre em nós.

ELEMENTO 3: – [Tem no olhar uma discreta malícia...E pensa em um computador com todos os opcionais...e na máquina de Barbarella]

ELEMENTO 1: – Precisamos lembrar que Sócrates era contra a escrita, pois o acúmulo de informação anotada transformaria o homem em um preguiçoso sem memória. Nem pensava seriamente em posteridade… Quanta informação foi perdida devido a essa resistência contra o registro escrito? Poetas que não declamam, apenas escrevem reclusos – registrando sua obra não no espaço (como faziam os gregos em praça pública), mas no tempo (ou nem isso – quem garante a permanência destes objetos culturais, os livros, ou mesmo sua relevância futura?)

MEDIADOR: – É caríssimos leitores-espectadores, esta FARSA, intermediada pela máquina, sem saber para onde correr, entre o corpo e a máquina, no futuro ainda existirão fronteiras que separem?

Ainda temos tempo para algumas perguntas. Alguém se habilita?

PROFESSOR BLACK: – Como saber ler as novas formas do frisson do novo, do que ainda não foi ‘canonizado’, fugindo do simples eu gosto ou do eu não gosto sem mais explicações?

ELEMENTO 1: – João Cabral de Melo Neto, no texto “Da função moderna da poesia”, analisa o poema moderno, reforçando que este não chega a constituir um gênero, ao modo da poesia antiga, rica de formas fixas de composição, e menciona a influência do Rádio, “não souberam adaptar às condições da vida moderna os gêneros capazes de serem aproveitados”, sendo o poema moderno constituído como um “híbrido de monólogo interior e de discurso de praça, de diário íntimo de declaração de princípios de balbucio”. Tudo isso que poeta menciona, como pontos negativos para pensar o poema moderno, foi revertido em aspectos positivos pela poesia contemporânea, que, menos preocupada em elaborar um gênero per si, transita entre vários pela dinâmica fragmentária do discurso, constituindo-se no hibridismo dos textos. A grande questão que o abandono das formas fixas traz é a incapacidade de valorar, no sentido estético do termo, de atribuir juízo de valor aos novos poemas híbridos, porque não há mais parâmetros para julgar a produção poética que, ao inovar nas formas, impõe novas regras, não muito claras, para ser analisada. Sendo assim, deveríamos pensar em novas formas para olhar a produção poética, por parâmetros ainda não arregimentados, ao modo de Emily Dickinson: "Se ando a ler um livro e ele torna todo o meu corpo tão frio que parece que nunca lume algum poderá, alguma vez, voltar a aquecê-lo, sei que é poesia. Se eu sinto, fisicamente, como se o alto da cabeça me estivesse a ser arrancado, sei que é poesia. São estas as duas maneiras de que disponho para saber. saber. Haverá outras?"

MEDIADOR: – Caríssimos leitores-espectadores, esperamos que você tenha desfrutado do nosso programa. Se por alguma razão você deseja entrar em contado com a nossa produção, você pode estar entrando em contato pelo nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800-2001-2000, após consultar o nosso FAQ, para quaisquer dúvidas gerais que tenham ficado em aberto durante a veiculação do nosso programa. Sua participação é muito importante para nós, já que a Missão da nossa empresa é fazer com que você, Senhor Cidadão, aprenda a desenvolver sua autonomia empreendedora para gerar e gerir novos e audaciosos projetos culturais: a responsabilidade é sua, o dinheiro é nosso, quer dizer o dinheiro é descontado do contribuição do Banco Safra©, um dos anagramas de farsa, já que o Banco Safra© se orgulha em apoiar seu projeto cultural, através da Lei de Incentivo, pela qual ele reduz % do pagamento do seu Imposto de Renda, já que Cultura é esporte, e esporte é Vida, e Vida é Amor e Amor é tudo o que falta nessa vida.

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